#2163

Há uma ideia de cinemático que considero subjacente a muitos dos meus trabalhos. […] Gosto muito de evocar e explorar as experiências pré-cinemáticas das lanternas mágicas, das fantasmagorias (projecção de imagens assustadoras sobre superfícies semitransparentes ou em paredes, que no século XIX se tornou muito popular em Inglaterra). Agrada-me a ideia de movimento ou de algo que está em movimento. […] Quando dizemos que algo tem essa característica, pensamos numa esfera de influência que rapidamente relacionamos com o cinema. Todos temos uma certa noção do que é e também que é mais amplo do que o cinema. O cinemático pode ser uma escultura, um vaso de flores. Ou até o espaço urbano, quando o percorremos. Estamos a criar uma sucesso cinemática quando, com o nosso movimento, fazemos as vitrines e as coisas aparecerem. A cidade também pode ser um lugar onde o cinematográfico se manifesta.

Anna Francheschini, artista, Ipsilon

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